Sábado, 14 de Novembro de 2009

"Há 20 anos havia apenas dois canais em Portugal, ambos geridos pelo Estado. A programação era determinada por funcionários públicos, que tinham em conta não só o que as pessoas queriam ver, mas também o que achavam que elas deviam ver. Era frequente a qualquer hora não haver programas que interessassem a muitas pessoas, mas por outro lado, porque só havia uma telenovela, quem gostava de telenovelas partilhava um conjunto de pontos comuns para discutir nos dias seguintes."
 

Ricardo Reis, no "i".

 



publicado por comunicaradireito às 17:05
"Uma das curiosidades dos próximos dias, a seguir atentamente, é saber se o cidadão José Sócrates vai apresentar mais uma queixa-crime por causa da notícia do semanário Sol, que classificou como um «insulto». Ou até saber se vai haver despedimentos e mudanças na estrutura accionista da empresa proprietária do jornal.
 
P.S. Aceitam-se palpites. Eu aposto que para já a 'coisa' vai ficar pelo desabafo."
 
Rui Costa Pinto, no Mais Actual.


publicado por comunicaradireito às 07:34
Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

"ESTAVA ESCRITO. Um dia o modo como o "Correio da Manhã" olha para a sociedade tornar-se-ia dominante. Temo que esse dia tenha chegado. O contexto estava maduro: a sensação de que a corrupção está a aumentar combinada com um sentimento de impunidade. Mas, ainda assim, as instituições pareciam imunes aos julgamentos na praça pública alimentados por violações grosseiras ao segredo de justiça; do mesmo modo que partidos políticos não hesitavam na defesa das regras básicas de uma sociedade decente - o primado da lei, a importância dos procedimentos formais para nos proteger a todos e a presunção da inocência."
 

Pedro Adão e Silva, no "i".



publicado por comunicaradireito às 12:30
Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

"A área mais difícil do jornalismo não é a economia nem a ciência: é a justiça, em que nada parece matemático ou científico. O modelo em que assenta o sistema jurídico português é ainda mais obscuro e complicado: é uma ciência oculta, um buraco negro feito de ecos e silêncios, ajustes de contas e incompetências. Ninguém o entende verdadeiramente, ninguém sabe bem o que se passa lá dentro, apesar de não faltarem especialistas reputados, muitas pessoas sérias e de o assunto ser tão delicado como uma operação ao coração. Quem tem o azar de cair nas mãos de um mau jornalista, de um mau juiz (ou magistrado do Ministério Público), ou ainda de um mau médico, pode ficar com a reputação ou a vida destruídas em poucas linhas, em duas palavras ou em breves segundos na sala de operações."

 

André Macedo, no "i".

 



publicado por comunicaradireito às 10:38
Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

"Aconselho os empresários de comunicação social a pedirem, periodicamente, estudos e relatórios de estratégia a Nobre Correia. Depois, munidos desse material, façam exactamente o contrário. É a única forma."

 

Uma Sibila, por Francisco José Viegas, A Origem das Espécies.



publicado por comunicaradireito às 12:06
Quarta-feira, 04 de Novembro de 2009

Não resolveria todos os problemas associados, mas seria um contributo para termos um jornalismo menos mau: As agências de comunicação tratadas como as de informação? Por José Medeiros Ferreira.

Na minha breve intervenção , propus que se incluísse, nas normas redactoriais, que as matérias oriundas das agências de comunicação fossem assinaladas como tais, como se faz, aliás, para as notícias das clássicas agências de informação como a Reuters, a AFP, ou a Lusa.É um objectivo saudável para a relação de transparência que deve existir entre a imprensa e público.Portanto acabará por entrar nos costumes, ou nos livros de estilo.Quanto mais depressa melhor.

(via Gabriel Silva)

 

André Azevedo Alves, n' O Insurgente.



publicado por comunicaradireito às 22:48
Terça-feira, 03 de Novembro de 2009

"Uma transformação do Público em Diário de Notícias B não seria apenas uma má notícia para os leitores do Público, mas um problema para o país."

 

Bruno Alves, n' O Insurgente.


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publicado por comunicaradireito às 01:21
Domingo, 01 de Novembro de 2009
"Percepção externa de excesso de carga ideológica. A nova directora do Público diz que o jornal tem sofrido disso e quer mudar as coisas. Óptimo. Talvez passemos a ter a perspectiva israelita na Palestina, talvez passemos a ler menos homilias aos desvarios dos primatologistas.Obsessão com a isenção: também é nova. Óptimo. Talvez passemos a ter pontos de vista diferentes em temas como a política de drogas, talvez deixemos de ler as obsessões do sr. Cerejo com Sócrates, talvez os jornalistas que fazem a crítica de hotelaria passem a viajar discretamente em vez de serem pagos pelas casas que vão criticar.
Talvez."
 

 

Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.
 



publicado por comunicaradireito às 21:22

Os trabalhos de Lacão, por Mário Bettencourt Resendes, no Diáriode Notícias, sobre o balanço da legislatura em matéria de comunicação social.


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publicado por comunicaradireito às 18:38
Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

"Convirá, em primeiro lugar, desfazer a ideia de que a fotografia foi, ao longo de muitos anos, um elemento secundário na história do jornalismo. É certo que jornais mais sóbrios pouco valorizavam a imagem em função do privilégio concedido à palavra escrita. O histórico Le Monde tinha quase como "elemento de honra" a não inclusão, na sua primeira página, de qualquer fotografia, mas acabou por pagar caro a desatenção e o atraso com que corrigiu esse desfasamento com os novos tempos que já eram uma evidência."

 

Mário Bettencourt Resendes, no Diário de Notícias.



publicado por comunicaradireito às 02:40
Sábado, 19 de Setembro de 2009

"É sabido que a linguagem jornalística deve obedecer a critérios de rigor e precisão que estão explicitados nos manuais que regem o exercício da profissão, em particular no Estatuto do Jornalista e no respectivo Código Deontológico. A escrita jornalística não é, no entanto, um texto jurídico ou científico e, em várias circunstâncias, pode - por vezes, deve - revestir-se de simplicidade e clareza que a tornem acessível ao leitor comum, que não tem a obrigação de dominar matérias de maior complexidade."

 

Mário Bettencourt Resendes, Provedor dos Leitores do Diário de Notícias, a propósito de uma queixa de Miguel Cadilhe.


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publicado por comunicaradireito às 20:11
Quinta-feira, 02 de Julho de 2009

"Passado o episódio Portugal Telecom/Media Capital, a propósito do qual já foi dito o que havia a dizer, há que dizer que a concentração dos media em meia dúzia de empresas não interessa a ninguém. Tirando as empresas do sector, a concentração dos media não interessa aos consumidores (leitores, ouvintes, telespectadores), não interessa ao jornalismo, não interessa à democracia. A concretizar-se a compra da Media Capital pela Cofina (vale a pena lembrar que a Cofina ainda há dias fez saber que está interessada na Media Capital), talvez seja pior que o controlo da Media Capital pela PT, mesmo sabendo-se o que significa o controlo da Media Capital pela PT. Os media portugueses já estão concentrados em demasia, e um negócio do género Cofina/Media Capital ainda traria mais concentração. Independentemente de quem está no poder (hoje um, amanhã outro), não hesitaria em escolher a PT como «patrão» da Media Capital caso fosse obrigado a escolher, embora o ideal seria que as coisas continuem como estão."

 

Ilídio Martins, no Esmaltes e Jóias.


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publicado por comunicaradireito às 13:10
Sábado, 20 de Junho de 2009

"Aos colegas da Redacção do DN permite-se o provedor recomendar uma crescente e contínua exigência: não se iludam, há sempre pelo menos um leitor que não deixará escapar um lapso. E está no seu pleno direito... "

 

Mário Bettencourt Resendes, no Diário de Notícias.


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publicado por comunicaradireito às 16:48
Segunda-feira, 08 de Junho de 2009

"Os repórteres das TV nas campanhas não souberam sentir os sinais da rua. (...) Foram também derrotados ao informarem erradamente os portugueses com os seus comentários, favoráveis aos luxos comunicacionais e artificiais do PS e desfavoráveis à campanah de baixa intensidade do PSD."

 

Dez derrotados na comunicação, por Eduardo Cintra Torres, no Público (link para assinantes).


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publicado por comunicaradireito às 15:59
Sábado, 06 de Junho de 2009

«Sem eira nem beira [canção dos Xutos & Pontapés] foi censurada pelas rádio por ser identificada como um libelo contra o regime de Kim-Il Chàvez Sócrates. É uma vergonha para os directores das rádios públicas e privadas e um sinal horrível do tempo em que vivemos. E que dizer do programa Energia da Água, da TSF? O programa é feito "com o apoio da EDP", isto é, a empresa paga desta ou daquela forma o programa. No site da rádio os dois logótipos -TSF e EDP - aparecem lado a lado dentro duma imagem do mais recente spot publicitário da empresa energética: a TSF engolida nas barragens não está mal como símbolo. O programa é moderado por um jornalista. Na primeira emissão, dedicada às "barragens como energia renovável e segurança energética", participaram quatro pessoas, sendo uma da EDP outra da REN, e todas favoráveis às novas barragens da EDP. A banda sonora? A canção que Gonzo escreveu para a EDP. O texto "jornalístico" de introdução parecia saído da "agência" de "comunicação" da EDP. A primeira pessoa ouvida no primeiro programa foi o presidente da EDP. No segundo programa debateu-se a barragem do Baixo Sabor, um projecto muito criticado. Todavia, não esteve nenhum ambientalista. Estiveram duas pessoas da EDP e mais duas pessoas favoráveis ao projecto. No terceiro programa esteve um administrador da fundação EDP. No quarto programa participaram dois ambientalistas e mais dois dirigentes da EDP. Eis uma novidade "ética" e "deontológica" do jornalismo: fazer um programa em "parceria" e "com o apoio" da empresa que é tema do próprio programa. Este programa e a censura de Sem eira nem beira são apenas dois casos da "deontologia" que não é escrutinada nem pelo Clube de Jornalistas, nem pelo "Conselho" "Deontológico" do "Sindicato" dos "Jornalistas", nem pela entidade reguladora da censura (ERC), nem pelas instituições de defesa do consumidor, nem... nem... mas à sexta-feira lá estarão todos a condenar os "trejeitos" de Moura Guedes ou a "mistura" entre informação e opinião do Jornal Nacional.»

Eduardo Cintra Torres, no Público (via Portugal dos Pequeninos).
 


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publicado por comunicaradireito às 18:09
Terça-feira, 02 de Junho de 2009

"A ERC, Entidade Reguladora para a Comunicação Social, nunca me inspirou simpatia, nem o contrário. Umas vezes concordei com ela, outras vezes não, outras ainda fiquei sem saber se tinha, ou não tinha, razão. Mas a decisão que tomou sobre o controverso jornal da TVI, à qual se juntou a do Conselho Deontológico dos Jornalistas, não deixa margem para duas interpretações: o Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes mistura factos e opinião, e isso é eticamente inaceitável. Diz o director da estação que a decisão da ERC em nada mudará os padrões que «tornaram os jornais da TVI nos serviços informativos mais procurados pelos portugueses», como se estivéssemos perante uma lógica irrefutável. Acontece que não estamos. Segundo a princípio de José Eduardo Moniz, o que é o bom é o que as pessoas querem, e o cliente tem sempre razão. Dan Brown é um excelente escritor porque vende milhões de livros, Quim Barreiros é um óptimo músico porque vende toneladas de discos, e assim por diante. O pior é que não estamos diante uma lógica puramente comercial, segundo a qual o princípio se aceitaria. O caso denunciado pela ERC configura uma violação das regras do jornalismo, e quando assim é não basta mudar de canal — ou os fogachos inconsequentes da ERC. Só mais uma coisa sobre o caso: ao contrário do que os responsáveis da TVI nos querem fazer crer (dá-lhes jeito que assim seja), as críticas ao «jornalismo» de Manuela não vêm, apenas, de organismos governamentais ou de sectores que lhe são afectos. As críticas vêm, também, dos jornalistas, apesar de poucos serem capazes de as fazerem aberta e frontalmente. E ainda mais outra: insiste-se que o problema de Manuela é o estilo, que toda a gente diz não apreciar. Ora, toda a gente vê que o estilo é uma questão de somenos. O verdadeiro problema é a substância, que o estilo, quando muito, sublinha."

 

Ilídio Martins, no Esmaltes e Jóias.



publicado por comunicaradireito às 21:44

"Pelo conteúdo da sua 'recomendação' à  TVI e sobretudo pelo momento escolhido para a tornar pública, em pleno período oficial de campanha eleitoral, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social confirma-se como um organismo que serve essencialmente os interesses do Governo. É lamentável que assim seja. E ainda mais lamentável que uma das suas vogais, em declaração de voto, tenha achado insuficiente a vergastada no canal televisivo que mais tem incomodado o primeiro-ministro. Estrela Serrano, numa inovadora teoria sobre a interligação de determinados trejeitos com o conteúdo jornalístico, contesta a "muito peculiar linguagem gestual e facial" de Manuela Moura Guedes.

Acabamos assim todos de receber, por parte da antiga assessora de imprensa de Mário Soares, uma originalíssima lição de jornalismo: os "risos irónicos e outras formas de expressão não verbais atentam contra o rigor da informação, pela conotação valorativa ou depreciativa que imprimem" às notícias.

"Como forma de comentário não verbal que na realidade é, o modo de apresentação das notícias do 'Jornal Nacional de Sexta' produz um efeito manipulador, ao induzir a antecipar juízos de valor sobre as notícias", conclui judiciosamente a vogal Estrela Serrano. Risos irónicos? Um verdadeiro escândalo: nunca tal se viu em lugar algum.

Já se ouve falar por aí em nova censura, sob o disfarce de uma determinada sigla. Serei o último a desmentir tal tese."

 

Pedro Correia, no Corta-Fitas.



publicado por comunicaradireito às 10:35

"Vejamos o protesto do leitor António Dias: "O DN não cessa de surpreender! A frescura da atitude, a informalidade à la SIC Radical, são contagiantes. Ainda hoje se podia ler (e na primeira página) esta pérola de linguagem coloquial: 'A PSP pediu ao SIS informações sobre a possível presença de elementos extremistas anarcas (...)'. Se o tom 'tu cá tu lá' pega, ainda nos arriscamos a ler , um dia destes, que 'a tia Ilda é a cabeça de lista comuna para o PE' ou que 'os chuchas continuam a pedir a maioria absoluta'...

Valha-nos Deus. Cumprimentos ( e não 'ciao, pá')".

A pedido do provedor, escreveu o director João Marcelino: "O leitor tem inteira razão no ponto fundamental da carta enviada ao provedor: o DN não pode usar expressões como a que surgiu no texto de manchete da capa em causa.

Tratou-se, claro está, de um lapso pelo qual nos penitenciamos e pedimos desculpa a este e a todos os leitores.

Estamos perante um caso de uma infeliz transposição para o jornal de uma expressão usada no 'calão' das forças policiais, para a qual o DN acabou por se deixar arrastar, usando-a sem a necessária reflexão. É uma situação pontual, que nos esforçaremos para que não se repita. Ainda assim, espero que o nosso leitor reconheça que este exemplo está longe de se poder comparar aos utilizados na caricatura, irónica, que faz na carta dirigida ao provedor ('a tia Ilda é a cabeça de lista comuna para o PE' ou 'os chuchas continuam a pedir a maioria absoluta'.)."

 

Mário Bettencourt Resendes, no Diário de Notícias.



publicado por comunicaradireito às 10:01

"Se Portugal fosse um país a sério indignar-se-ia, repito a palavra, indignar-se-ia, pelo silêncio e complacência da Entidade Reguladora da Comunicação com a governamentalização da informação da RTP, que contrasta e muito com a rapidez com que vem condenar a TVI. A TVI tem certamente muitos aspectos condenáveis, mas vive do valor das suas audiências e é privada. A RTP é do Estado, existe em nome de uma afirmação de superioridade moral do seu jornalismo, o "serviço público", e é paga, e muito bem paga (a RTP é recordista dos apoios do Estado às empresas públicas e isso não é por acaso) pelos contribuintes. Se existe um resquício de legitimidade na acção da ERC, seria o controlo da comunicação social pública, enquanto ela existir e não houver um governo que tenha a coragem de a extinguir, mesmo contra os interesses egoístas em que todos tem vantagens em escolher as pessoas que controlam os telejornais e as horas de circo que a televisão pública passa para distrair o povo da escassez do pão."

 

Pacheco Pereira, no Abrupto.



publicado por comunicaradireito às 09:53
Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

"Manuel Moura Guedes e Marinho Pinto foram muito criticados pelas respectivas performances no Jornal Nacional de 6ª de 22.05. Em caixas de comentários na internet muitos leitores atacaram um ou outro com violência. Apetece dizer a todos os escandalizados: sejam bem vindos à liberdade. A entrevista, com os seus erros ou exageros, foi um exercício da liberdade de expressão, quer pela jornalista, quer pelo bastonário dos Advogados. O mundo não acaba quando se dialoga forte e feio em directo; não peçam proibições e demissões e o diabo a quatro. Aquilo é a liberdade de chinelo a dar a dar, o que é muito melhor do que a censura desejada em raivosos comentários."

Eduardo Cintra Torres, no Público.



publicado por comunicaradireito às 12:06
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

"Tenho três filhos menores de idade. Se um dos meus filhos for fotografado ou filmado por um estranho sem a minha autorização, esse estranho comete um crime. Dito de outro modo, a realização de fotografias ou filmagens de crianças sem autorização dos respectivos pais é, em princípio, uma conduta ilícita punível pela lei penal. De igual modo, a divulgação de fotografias e filmes de crianças licitamente realizadas, mas cuja divulgação não tenha sido autorizada pelos pais, também constitui crime. Mais: se a divulgação das imagens da criança for feita pelos meios de comunicação social, a pena aplicável é agravada de um terço nos seus limites máximo e mínimo. Em qualquer caso, o procedimento criminal depende da queixa do ofendido. No caso de ofendido menor de 16 anos ou sem discernimento para entender o alcance e o significado do exercício do direito de queixa criminal, este direito pertence ao representante legal do ofendido. "

Paulo Pinto de Albuquerque, no Diário de Notícias.



publicado por comunicaradireito às 13:08
Terça-feira, 19 de Maio de 2009

O que é um jornalista? Quem é que pode ser jornalista?

 

Baseado num texto, que saiu no final de 2007, de Francisco J. de Zavalía, advogado, a minha escolha recaiu sobre este tema, pois nos dias de hoje esta questão tem sido frequentemente levantada devido à evolução das tecnologias e ao fácil acesso a essas mesmas tecnologias (blogs, fotografias, podcasts, youtube).

 

Jornalistas são, segundo o Estatuto do Jornalista, “aqueles que, como ocupação principal, permanente e remunerada, exercem funções de pesquisa, recolha, selecção e tratamento de factos, notícias ou opiniões, através de texto, imagem ou som, destinados a divulgação informativa pela imprensa, por agência noticiosa, pela rádio, pela televisão ou por outra forma de difusão electrónica.”

 

Só que as facilidades de acesso a essas tecnologias permitem que as pessoas passem de simples consumidores de informação e que sejam elas mesmas a fazerem parte do processo de criação de notícias, ou seja, que passem a fazer o papel de jornalista. Como por exemplo, a questão dos bloggers. Serão estes também jornalistas?

 

Neste texto, Zavalía fala duma lei que saiu nos EUA na altura, Free Flow of Information Act.

Esta lei vem isentar os jornalistas de revelar as suas fontes em casos federais e define os jornalistas como todos aqueles que “recolham, preparem, obtenham, fotografem, gravem, escrevam, editem, informem ou publiquem, notícias ou informações sobre factos nacionais ou internacionais ou de qualquer outro interesse público e para sua divulgação ao público".

 

Ou seja, podemos concluir disto, que qualquer cidadão comum pode ser jornalista. No que toca aos bloggers, não é o caso, pois essa lei não se aplica a todos os bloggers, porque “requer que aqueles que pretendam invocar tal privilégio devam praticar o jornalismo de forma regular e este deve ser o seu modo de vida de onde auferem proveitos ou, pelo menos, uma parte substancial destes.”

 

Se todo o cidadão pode ser jornalista, porquê estar 3 anos a estudar comunicação social, jornalismo ou até mesmo ciências da comunicação? Porquê gastar tanto dinheiro neste tipo de cursos, se qualquer um, desde que maior de 18 anos, pode ser ‘jornalista’?

 

Ler mais aqui, no Juris

 

Paula Cristina Faria, n.º 9933

 

 



publicado por comunicaradireito às 12:05
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

"É já um acto de rotina repressiva a proibição à blogger Yoani Sanchéz de sair de Cuba. Agora repetiu-se ao impedirem-na de viajar até Turim (Feira do Livro) para participar no lançamento da edição italiana de “Cuba Libre”. As ditaduras possuem este poder pérfido: banalizando a repressão, banalizam o protesto contra a repressão e, assim, tornam tão banal a repressão que parece que ela não existe. Mas ela existe e é preciso dizer que ela existe até que a sua existência se oiça."

 

João Tunes, no Água Lisa.


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publicado por comunicaradireito às 14:05
Domingo, 17 de Maio de 2009

O jornalismo de proximidade tem sido uma aposta cada vez mais apetecível aos Meios de Comunicação.

 

É um género jornalístico cada vez mais presente nos órgãos de comunicação. Ao longo dos anos tem ganho o seu espaço, sendo cada vez mais importante. Usado primeiramente na imprensa regional, rapidamente a imprensa nacional e as televisões se aperceberam que este género ganhava força.

 

O dinamismo mais evidenciado passa pela imprensa diária. Os jornais diários portugueses procuram exercer um jornalismo de proximidade, justificando que estes precisam de “mudanças”. As maiores apostas assentam nas imagens apelativas, temáticas diversificadas, leituras ritmadas e fácil interpretação.

 

Poder chegar a todos os cidadãos de forma directa, procurando ajudar a divulgar as suas carências, revoltas e indignações são os factores chave para a sua intervenção e posição no mercado jornalístico.

 

Os portugueses mudaram as suas formas de ler. Diligenciam as notícias com as quais se identificam. A faculdade de assumir a sua postura de repórter, com notícias das suas regiões é uma mais valia para todos.

 

A interacção entre a redacção e o público é uma ligação estreita e com tendência a se intensificar e a fortalecer. Este papel, tal como defende o Professor da Universidade de Coimbra Carlos Camponês, autor do livro “Jornalismo de Proximidade”, a imprensa Regional será a imprensa do século XXI.”Estamos perante um panorama de comunicação virado do “avesso”. É cada vez mais fácil tomar conhecimento dos acontecimentos longínquos, mas nos distanciamos da realidade cada vez mais próxima.”

 

Este género de jornalismo permitirá que toda a comunicação funcione como uma rede, onde cada malha trará acontecimentos dos seus mais diversos locais.

 

As notícias transmitem que o mundo está em crise, mas os portugueses com certeza estarão mais preocupados com o seu país, a sua região, o seu bairro.

 

 

Ana Marta Sénica n.º9918

 



publicado por comunicaradireito às 19:48

"Concordo que a "Pirataria é o principal inimigo". Mas, renegar o potencial da internet para o comércio legal de música escudando-se na opinião que criar novos modelos de negócio é "extremamente difícil", como afirmou Eduardo Simões, parece-me uma saída dada ao facilitismo e que pode (continuar a) comprometer o sector."
 

 

Daniel Torres Gonçalves, no Piti Blawg.


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publicado por comunicaradireito às 11:00
Sábado, 09 de Maio de 2009

Quando muitos se perguntam "O que nos espera para além do pagamento da factura da crise?", eis que alguém se dispõe, na passada quinta-feira, a responder a esta pergunta diariamente.

Chegou às bancas o novo jornal diário que dá pelo nome de "i". Esta plataforma informativa, do grupo Sojormedia, recita um investimento global de 10,4 milhões de euros, segundo conta Martim Avillez Figueiredo (Director), ao jornal Público, e procura demarcar-se da restante concorrência pela inovação e boa informação, tal como ilustra a vogal que dá nome ao jornal.

Contudo, actualmente, os meios de comunicação social, sobretudo a imprensa escrita, são também eles exemplo, dos problemas que afligem a sociedade portuguesa. O grande medo do futuro próximo, a crise, e os problemas económicos chegaram também aos media.

Estará então o mais recente jornal informativo, "i", preparado para combater a concorrência e marcar a sua posição num mundo de informação, cada vez mais difícil?

Na minha opinião, esta não é, de todo, a altura certa para o lançamento de mais um jornal, uma vez que o país se encontra abalado por uma crise económica.

 

Tatiana Pedrosa, nº 12331

 



publicado por comunicaradireito às 17:16
Quarta-feira, 06 de Maio de 2009

"O Parlamento Europeu vai dar, hoje, o primeiro passo contra a liberdade na Internet. Os efeitos imediatos vão ser reduzidos e, nalguns casos, já pontualmente praticados. Mas, daqui para a frente, está aberto o caminho para o «controlo» de um meio de comunicação que o poder – todos os poderes – não vê com bons olhos. Os parlamentares europeus vão, hoje, prestar um mau serviço à democracia e à liberdade."

Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas.


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publicado por comunicaradireito às 11:19
Domingo, 03 de Maio de 2009

"Hoje, data em que se assinala o Dia da Mãe, celebra-se também o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que é, em sentido lato, a mãe de todas as liberdades. Larry Kilman, num editorial publicado no site da WAN (World Association of Newspapers), recordava ontem essa verdade elementar, que é partilhada por muitos: "Sem o direito a informar e a expressar-se livremente, ninguém poderá reclamar outros direitos."

 

Nuno Pacheco, no Público.


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publicado por comunicaradireito às 18:55
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

"No meio de toda esta embrulhada, em que José Sócrates tenta usar os tribunais para calar a opinião política e a própria comunicação social, surge Vital Moreira e a sua argumentação jurídica, defendendo o direito ao bom nome por parte dos políticos. Não quero com isto estar a contrariar o Sr. Professor, mas neste caso não estamos a falar de uma situação jurídica pura, mas meramente ética, em última instância política. Até que ponto podemos permitir que um primeiro-ministro lance, num curto espaço de tempo, uma rajada de queixas-crime contra jornalistas e comentadores políticos? Até que ponto não será uma óbvia estratégia de intimidação à comunicação social, como forma de defesa para o caso Freeport? E por fim, Sr. Professor, até que ponto não será posto em causa o princípio da separação do poder judicial do poder político? Lembre-se que agora é candidato ao Parlamento Europeu, por isso, nós portugueses, leitores do Causa Nossa, queremos respostas políticas e não jurídicas."

 

João Gomes de Almeida, no Risco Contínuo.



publicado por comunicaradireito às 15:51
Terça-feira, 28 de Abril de 2009

"O jornalismo institucionalizou-se. Os jornalistas arranjam empregos com os políticos, comem à mesa dos banqueiros, frequentam as mesmas lojas, realizam-se com ascensões sociais estranhas à profissão. Muitos jornalistas começaram a fazer parte daquela entidade a que o povo chama "eles". Ao mesmo tempo, os factos foram substituídos por uma sofisticada retórica de "objectividade" e "equilíbrio" - totalitária - e por um processo de intenções ao menor desvio. As notícias já não são julgadas por serem verdadeiras ou falsas, mas por serem "a favor" ou "contra". A realidade foi disciplinada como a classe: não investigarás, dirás o que eu te digo; quando, por azar, não tiver sido eu a dizer-te, escreverás "alegadamente". Não contem comigo para essa merda. Eu faço notícias e olho as pessoas do meu bairro nos olhos."
 

 

Carlos Enes, no Fragmentos do Apocalipse.



publicado por comunicaradireito às 23:43

Para o Miguel Sousa Tavares com amor..., por João Miguel Tavares, no Diário de Notícias.


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publicado por comunicaradireito às 10:17
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

O Governo aprovou mais uma vez a proposta de lei sobre o pluralismo da informação e da não concentração dos meios de comunicação social. Porém, os partidos da oposição mostram-se avessos à mesma, bem como, o Presidente da República. Estes apresentaram os seus argumentos e o porquê da oposição à proposta de lei de iniciativa governamental. Por um lado, o argumento digno de aceitação é o de Cavaco Silva porque defende que esta não é a altura ideal para se legislar sobre este caso. Por outro lado, partidos como o PSD, CDS-PP e PCP, mostram-se contra, porque a lei vem restringir a liberdade de expressão, limitar o crescimento dos grupos de comunicação social e ainda, consagrar o poder dos grandes grupos económicos. Todavia, discordo destes pontos de vista porque a proposta de lei é evidente e “assume como objectivo central a defesa e promoção do pluralismo de expressão e da independência dos meios de comunicação social face ao poder político e económico.”

 
No entanto, esta proposta de lei não apresenta particularidades de limitação da liberdade de expressão e muito menos, da liberdade de informar porque, se a mesma, visa impedir a concentração das empresas titulares de informação, de forma alguma, a pluralidade da informação é posta em risco! Por isso, não é em vão que a futura lei sugere:”nenhuma pessoa singular ou colectiva pode exercer domínio sobre mais do que um operador de rádio, ou sobre mais do que um operador de televisão responsável pela organização de serviços de programas licenciados ou autorizados para a mesma área de cobertura”.  Nota-se aqui, uma clara intenção de independência dos poderes estatais e económicos sobre a comunicação social e isso, representa um factor fundamental para o normal funcionamento da democracia.  
Fonte: Publico
Eleantino Évora, nº 9891

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publicado por comunicaradireito às 23:48
“O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida.”
 
Mário Crespo, no Jornal de Notícias. 

 


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publicado por comunicaradireito às 12:58
Domingo, 26 de Abril de 2009

"Parece indiscutível que, nos media portugueses, há uma "confusão dos géneros" que faz que análise, comentário e opinião sejam alegremente considerados como um único e mesmo género jornalístico (DN, 27/12/2008). Mas estes tipos de "peças" - e sobretudo as que têm por origem os chamados "colunistas" - sofrem também de características dificilmente concebíveis noutros países da Europa."

 

J.- M. Nobre Correia, no Diário de notícias.


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publicado por comunicaradireito às 13:32

"É intolerável que o director-geral de uma estação, 'último responsável pela informação', faça, ele próprio, considerações insidiosas sobre um primeiro-ministro, queixando-se, a seguir, de que 'querem condicionar o exercício do jornalismo'. Será que Moniz não vê o ‘Jornal Nacional de Sexta-feira’? Pode eventualmente haver o desejo de condicionar o livre exercício do jornalismo, mas se há, ironia das ironias, isso só pode ser propósito de um colaborador da TVI, o ministro Augusto Santos Silva. Mas que fique bem claro, o referido é um espaço onde, por regra, se desrespeitam os códigos profissionais do jornalismo: há um desprezo sistemático pelo exercício do contraditório, há ‘notícias plantadas’ que são infâmias embrulhadas como factos provados. Aquele espaço, em muitas circunstâncias, faz mais lembrar ‘O Cabaret da Coxa’, tantos são os atropelos jornalísticas que nele se praticam, ao tentar impor um modelo sensacionalista, tendencioso e de mau gosto."

 

Emídio Rangel, no Correio da Manhã.


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publicado por comunicaradireito às 13:26
Sábado, 25 de Abril de 2009
«Durante este seu primeiro e último mandato, o primeiro-ministro Sócrates deu quatro entrevistas à SIC e três à RTP. Escolheu a SIC em períodos em que se sentia à vontade e a RTP ao sentir-se ameaçado, pelo menos duas vezes (casos licenciatura e Freeport). Esta opção, bem como a rejeição da TVI, que primeiro era para ele território desconhecido e depois se tornou território "inimigo", justifica-se pelo medo e mesmo aversão de Sócrates à pergunta e ao jornalismo livre. O desprezo que transpareceu no seu olhar, no seu tom e mesmo nas palavras perante algumas perguntas de Judite de Sousa revelam essa atitude. Uma personagem que se construiu sobre a propaganda e a demagogia, sobre palcos montados para ele pelo país fora, com câmaras à frente e sem responder aos jornalistas, sabe que não resiste ao escrutínio de perguntas. A irrealidade do mundo virtual que Sócrates e a central de propaganda de Luís Paixão Martins construíram esboroa-se como um castelo de areia perante a mera existência de perguntas sobre o mundo real. Na entrevista, Sócrates fez lembrar a Norma Desmond crepuscular de Sunset Boulevard (1950): "All right, Mr. De Mille, I'm ready for my close-up". Os três temas da entrevista já eram conhecidos antes: o diferendo com Cavaco Silva, o Freeport e a crise. Quanto a esta, as respostas mostraram um primeiro-ministro sem estratégia: apenas medidas tácticas para cada dia que passa, do tipo "o que é que eu hei-de dizer hoje?" em função da agenda mediática; ontem a estafada "esperança" para a Quimonda, hoje uns apoios para 15 mil desempregados, amanhã outro qualquer radioso "futuro". Sócrates mostrou em definitivo não ser primeiro-ministro para tempos de crise, não ter estatura de estadista. Quanto ao potencial conflito com o Presidente da República, revelou insolência: pela primeira vez em democracia, um chefe de Governo falou em nome do chefe de Estado, como se este dependesse dele. Não recordo tal desplante político por parte de um primeiro-ministro, ainda por cima autodesmentindo-se e desautorizando o seu fiel número dois, António Vitorino. Quanto ao caso Freeport, nada de novo excepto o especificado ataque ao Jornal Nacional de 6.ª na TVI. É também a primeira vez em décadas de democracia que sucede um ataque dum primeiro-ministro a um órgão de informação e sem desmentir uma única das suas notícias. Sócrates parece achar que responde politicamente às notícias e comentários sobre o caso lançando uma bateria de processos nos tribunais a cronistas e jornalistas, também sem paralelo na democracia portuguesa. Apenas confirma aversão à liberdade de informação e de expressão, característica política que tenho atribuído aqui a este poder desde 2005. Hoje está à vista de todos. Exemplifica-o a injustificada violência assumida na entrevista contra Judite de Sousa. Desta vez, ela fez diversas perguntas importantes (José Alberto Carvalho, o sempre-em-pé, limitou-se a seguir o rumo das perguntas da sua número dois na Direcção de Informação). Sócrates quase chegou a extremos de linguagem contra a jornalista. A expressão facial de Sousa revelou a tensão e o insólito de ter pela frente um primeiro-ministro agressivo como nunca se tinha visto desde o 25 de Abril. Ao incrível ataque de Sócrates, a TVI respondeu com uma declaração do seu director-geral, José Eduardo Moniz, defendendo a liberdade de expressão e opinião e afastando as pressões. A TVI e também Manuela Moura Guedes anunciaram processos judiciais contra Sócrates, o que é também inusitado em democracia. À primeira vista, parece a resposta adequada, mas seria preferível que deixassem Sócrates a falar sozinho nesta matéria. Sócrates será julgado em breve - pelos eleitores. A maioria absoluta já lhe fugiu há muito, falta saber se o PS ainda consegue chegar aos 30%. A entrevista mostrou aos portugueses Sócrates no ponto de não-retorno. Para mim a questão hoje é esta: quando começará o PS a movimentar-se em surdina para a escolha de um novo secretário-geral - antes ou depois das eleições para o Parlamento Europeu? Ou já terá começado? Quando Norma Desmond, no seu mundo irreal, proclama "Eu sou grande, os filmes é que se tornaram pequenos", faz-se silêncio na sala. E ninguém questiona a grande líder do ecrã quando ela desce a escadaria.»

Eduardo Cintra Torres, Público
 
 

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publicado por comunicaradireito às 14:04
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

              O tema que de seguida vai ser abordado tem sido bastante falado quando o assunto é a internet. Mas, e antes de passarmos directamente ao tema em questão, há que esclarecer e diferenciar os blogues informativos dos blogues pessoais.

Segundo afirmou Daniel Marques, numa entrevista dada ao blogue Tecnologia & Cinema, depois de já ter trabalhado em vários projectos de comunicação, sobretudo na área de rádio, para ele “Um blogue pessoal é isso mesmo, é a arma daqueles a quem não se pediu a opinião”, ou seja, surge da necessidade de dar uma opinião sobre determinado assunto ou simplesmente da necessidade de comunicar.
Retirei do blogue Izaberum este pequeno parágrafo que nos diz qual a principal vantagem de ter um blogue pessoal para a maioria das pessoas: “ ter um blogue pessoal é ter com quem contar nos momentos em que mais precisamos de ajuda, de uma direcção, de um caminho a seguir, … é onde publico a minha opinião sobre o que acontece comigo ou sobre o que penso quanto aos factos que envolvem o meu mundo real.”
Bem diferentes são os blogues informativos, estes são mais do que a simples vontade de comunicar. Segundo Monica Mindelis Martins (no blogue: http://caodeguarda.blogspot.com/2006/08/anti-blog_22.html) “ um blogue informativo é, por excelência, o mais difícil de manter. A sua actualização constante e a sua periodicidade, tornam-no uma ocupação a tempo inteiro. O seu objectivo principal parece ser o de fazer chegar a informação que não aparece noutros meios ou de desenvolver temas com mais profundidade, recolhendo matérias diversas. Este tipo de blogue, no entanto, não consegue, na maioria das vezes, escapar ao cunho marcadamente pessoal do autor sendo, por vezes, apenas mais um blogue de opinião.”
Uma das diferenças destes blogues informativos está na assinatura do gestor do blogue e na responsabilidade que este suporta. Apesar disto, muitas das vezes os blogues informativos limitam-se a copiar notícias e a dar uma opinião. O problema é que em alguns destes blogues a opinião vem misturada com o corpo do artigo sem que isso seja dado a entender aos leitores que tomam tudo por informação.
Mas será que podemos afirmar que os blogues informativos fazem jornalismo? Então se os blogues fazem jornalismo não deveriam também eles ser legislados?
Hoje em dia o problema dos blogues é muito falado e surge principalmente quando estes são mantidos por jornalistas. Será possível separar o jornalista da pessoa civil?
Existem muitos blogues mantidos por jornalistas e não é difícil de entender o motivo. A Internet e em especial os blogues oferecem aos jornalistas muitas maneiras de potencializar o seu trabalho. Para além de poderem dar a sua opinião, algo que raramente acontece, não se vêm limitados por caracteres ou perante a possibilidade de ver o seu trabalho cortado à última da hora para dar espaço a uma publicidade.
Desde algum tempo que já existem jornais que proíbem os seus jornalistas de manterem blogues relacionados com a sua profissão, o New York Times é um desses exemplos. Existem outros jornais que impedem os seus jornalistas de publicarem posts sem que estes sejam previamente aprovados por uma redacção.
Na minha opinião ter um blogue informativo quando se é jornalista é ter um lugar onde se pretende informar sobre algo que não se disse pelos mais inúmeros motivos, por exemplo falta de espaço ou tempo, ou porque surgiu uma notícia de última hora. Ter um blogue é também poder escrever numa linguagem mais informal, optando ou não por dar a nossa opinião, coisa que raramente acontece quando fazemos uma peça, seja para que meio de comunicação for.
Cada vez mais pessoas optam por ler blogues conhecidos e confiam na sua informação mais do que confiam na imprensa. Isto está a acontecer porque os leitores começam a ter a percepção de que os meios de comunicação estão cada vez mais associados a grandes grupos económicos, fazendo com que os seus profissionais estejam orientados para vertentes políticas e económicas. Claro que tudo isto é feito de forma subtil. Mas nos blogues as coisas não são assim, os jornalistas não estão sujeitos a um contracto nem às ordens de quem lhes paga no final do mês. Não estão sujeitos a um número de peças no final do dia, podem escrever esporadicamente, pode ser de ano em ano ou de hora em hora, sem contractos a cumprir levando o leitor a ter mais consciência em relação a isso. Assim ter um blogue jornalístico significa poder informar sem se ser influenciado por alguém.
 
Milene Alves nº9975

 



publicado por comunicaradireito às 00:45
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

"Se há expressão descabida que possua o dom de me irritar é o emprego da designação horário nobre quando aplicada àquelas horas do dia em que a audiência televisiva potencial será maior. O epíteto de nobre só se compreenderá como ironia, quando se confronta com as características que costumam ser reconhecidas à maioria da audiência dessas horas, normalmente de uma indigência intelectual e cultural confrangedora."
 

 

A. Teixeira, no Herdeiro de Aécio.


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publicado por comunicaradireito às 17:52

"Outra forma de condicionar a "má imprensa" por parte do poder político é o recurso aos tribunais, procurando a condenação dos jornalistas ou dos jornais por serem "maus" para com o poder que se queixa, naturalmente. A apresentação em tribunal de elevados pedidos de indemnização visa restringir a liberdade das administrações dos orgãos de comunicação social, que, em obediência a regras contabilísticas, se vêem obrigadas a criar provisões para tais fins." (...) "No nosso país, para além de uma espatafúrdia autoridade reguladora se preocupar regularmente com a "má imprensa", tínhamos, até agora, como exemplo de um habitué dos tribunais, na sua qualidade de queixoso, o proverbial president5e do Governo Regional da Madeira. Infelizmente, para a qualidade da nossa democracia, parece que vai ter um concorrente".

 

Francisco Teixeira da Mota, no Público (link para a ssinantes).


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publicado por comunicaradireito às 12:01

"A informação e os meios para informar aumentaram a ponto de se tornarem aparentemente gratuitos. Exige-se informação gratuita, mesmo a que é muito cara, como a dos jornais. Chegamos aqui a uma das zonas mais perigosas da era da obesidade informativa: a da confusão entre informação e jornalismo. A informação banalizou-se tanto que parece possível prescindir-se do jornalismo, como se fossem idênticos. Mas não são. O jornalismo é uma actividade profissional, social,e empresarial, com capacidade para escrutinar a realidade com independencia, enquanto a informação é a transmissãon de dfados, sem aquela intervenção."

 

Ibidem.


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publicado por comunicaradireito às 12:01

"Muitos viciados ou escravos da obesidade informativa têm processos de compensar o excesso. Um deles, notado no Verão, é interromper o consumo de media nas férias. Mesmo que não seja verdade, a avaliar pelos jornais e revistas que se vêem debaixo dos chapéus de sol, a intenção revela o desejo de uma nova Utopia: a ilha deserta de informação, a Umédia."

 

Idem.


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publicado por comunicaradireito às 12:01

"A nossa época é a da obesidade informativa. Os indivíduos são sujeitos, ou sujeitam-se, por vontade própria, a demasiada informação: é um vício, como comer de mais, o fumo ou o álcool. Não tardará que surjam clínicas de desintoxicação informativa e grupos de infõólicos anónimos"

 

Nuno Cintra Torres, no suplemento P2 do Público (link só para assinantes).


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publicado por comunicaradireito às 12:01

"A forma como as actividades da ETA são acompanhadas pela imprensa portuguesa é, há vários anos, motivo de polémica e debates variados. São muitos, por exemplo, os espanhóis - e não apenas diplomatas, a quem cabe, por dever, a defesa das teses oficiais de Madrid - que consideram existir, na comunicação social portuguesa , tolerância e condescendência incompreensíveis perante uma organização que não têm dúvida em classificar como terrorista."

 

Mário Bettencourt Resendes, no Diário de Notícias.


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publicado por comunicaradireito às 12:00
Domingo, 05 de Abril de 2009

"José Sócrates processou João Miguel Tavares por um artigo escrito a 3 de Março no DN e o nosso colunista, ex-jornalista da casa, já foi ouvido. Um mês bastou! Bem sei que os processos por eventual abuso de liberdade de imprensa costumam andar um pouco mais rápido do que os outros, mas deixo a nota: a Justiça, quando quer, pode ser célere. Assim fosse sempre e não haveria processos esquecidos, durante tantos anos, nas prateleiras dos tribunais… ".

João Marcelino, no Diário de Notícias.



publicado por comunicaradireito às 23:06
Sexta-feira, 27 de Março de 2009

"Não tenho culpa que o actual primeiro-ministro tenha um passado recheado de episódios que vale a pena investigar! Estão constantemente a aparecer... Não vou investigar porque é o primeiro-ministro?! Pelo contrário: ele tem de ser ainda mais escrutinado do que os outros.»

Manuela Moura Guedes, no Público.



publicado por comunicaradireito às 13:45
Quarta-feira, 25 de Março de 2009

"Trivialidades
A bloguização da comunicação social, ou pior a sua “twiterização”, continua com sucessivas distracções como seja a cena das cadeiras entre o ministro e uma jornalista. Esta é uma típica matéria de blogue, e devia ser pouco mais do que uma nota avulsa na comunicação social. Com o ministro Rui Pereira, o importante é a situação da segurança interna, os números da criminalidade, não os bons costumes protocolares. Embora, também me pareça que não custava nada à jornalista, caso o ministro o pedisse com bons modos, ceder a cadeira. Na verdade, ministro e jornalista numa visita a um país estrangeiro, não são a mesma coisa, mesmo num almoço informal. Não é que o incidente não seja significativo, não é que não revele má educação ou pior ainda, uma empáfia de Estado acima do normal, o que sucede é que não é importante."
 

Pacheco Pereira, na Sábado.


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publicado por comunicaradireito às 12:05
Segunda-feira, 23 de Março de 2009

No outro dia estava eu a ler algumas notícias online quando me deparo com algo que me deixa a pensar seriamente no que é a ética profissional. Mais ainda. Deixa-me a pensar no que é ser jornalista. A mim, que posso ser considerada, ainda, um “projecto de jornalista”, sempre me ensinaram que informar é apenas isso, informar sem tomar partido algum do que quer que seja. Para além disso existe um conjunto de regras a seguir, regras essas a que chamam ética e que desde sempre me incutiram. È por isso que jamais consigo esquecer as palavras de um jornalista conhecido que certa vez partilhou comigo o facto de perder um furo jornalístico porque a ética assim o impediu.

È com base nisto que a notícia publicada online no jornal Público, no dia 20 de Março, me deixa a pensar. Será que é necessário prescindir da ética profissional para se poder informar? Ou não passará isto apenas de uma forma de ganhar audiência? Se esta for a razão, que caminho tomará o jornalismo de hoje em diante?

E essa troca de “galhardetes”, disfarçada de ameaças, a onde nos levará? E o pior é que se alguém tentar fazer algo será visto como o ditador, mas caso ninguém faça nada, será tudo isto visto como a desordem total, em que cada um faz o que bem entender sem que nada nem ninguém os impeça.

E agora? Que partido tomar? O que fazer? Não sei o que virá daqui. Apenas espero que a ética profissional fale mais alto e que a sua existência seja mais notável.

 

Ana Rita Ferreira, nº9919



publicado por comunicaradireito às 15:49
Domingo, 22 de Março de 2009

"Estamos de novo no círculo vicioso que gera um efeito de claustrofobia, porque não se consegue sair do meta-texto, nada existe fora do mundo pequeno dos meios, entre as redacções e os blogues dos jornalistas, em que cada um se mede face aos outros como adolescentes na escola. E como a “classe” é pequena, as reputações voam como o vento, os empregos estão difíceis, o pack journalism, o jornalismo de rebanho é uma forma de situacionismo. O receio de ir contra o “consenso” da classe é muito, o resultado é um enorme empobrecimento do jornalismo político."
 

Pacheco Pereira, no Abrupto.


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publicado por comunicaradireito às 15:01
Sábado, 21 de Março de 2009

"É espantoso que a ERC se preocupe com a TVI e não com a governamentalização da informação "pública".

 

Pacheco Pereira, no Público (link só para assinantes)


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publicado por comunicaradireito às 13:59

"Por essa blogosfera fora anda uma discussão sobre a porcaria do spot publicitário da Antena 1. Uns dizem que a censura foi disparatada, outros que foi justa. Mas há um ponto sobre o qual ninguém discorda: foi censura. A pergunta que se impõe agora é: será que há censura e censura? Será que, dependendo da conveniência em cada situação, é aceitável um acto de censura? Eu não respondo, porque dizer o óbvio seria ofender os leitores que tanto prezo."

 

Tiago Moreira Ramalho, no Corta-Fitas.



publicado por comunicaradireito às 11:46
Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Novo jornal online "InDenverTimes", é o substituto de "Rocky Mountain News". Esta iniciativa surgiu com 30 antigos jornalistas do "Rocky" e 3 empresários de Denver. Os mentores deste projecto relatam que o jornal cobrirá a área metropolitana de Denver. O site já está disponível numa versão experimental mas o seu futuro é ainda incerto. Esta, é a forma de por um lado solucionar a crise existente no antigo jornal impresso ao mesmo tempo que se cria uma plataforma interactiva, permitindo rentabilização financeira.

 

Ler aqui, no Público.

Tatiana Pedrosa nº 12331



publicado por comunicaradireito às 14:23
Quarta-feira, 18 de Março de 2009

"Arons de Carvalho insurge-se, no Expresso, contra os media que, segundo ele, usam e abusam da informação resultante de violações do segredo de Justiça para fins comerciais ou políticos. Como me parece evidente a qualquer cidadão consumidor regular dos media, o deputado tem, em parte, razão, mesmo reconhecendo-se que ele não está em condições de poder, sobre esta matéria, pronunciar-se com isenção. Acontece que a Justiça, que não lhe mereceu o mais leve reparo, apenas se mexe em casos como o Freeport quando há fugas de informação que acabam nos media, como Arons muito bem sabe. Ao contrário do que diz o ex-secretário de Estado da Comunicação Social, os media acabam, talvez involuntariamente, por ser mais úteis que prejudiciais ao andamento dos processos. Não digo isto motivado pelo espírito corporativo, que não tenho. Digo-o porque é uma evidência que os vários exemplos demonstram."

 

Ilídio Martins, no Esmaltes e Jóias.



publicado por comunicaradireito às 10:02

"Ora, fique claro que o provedor não é um colunista, o que exclui a expressão da discordância com as opiniões expressas nas páginas do jornal. Já quanto à forma, note-se que está em causa matéria de extrema sensibilidade, como se comprova, por exemplo, com o facto de existirem sentenças judiciais díspares sobre o carácter eventualmente insultuoso de textos publicados na imprensa. Trata-se de fronteiras muito fluidas, cabendo ao jornal, neste caso, e no entendimento do provedor, assegurar, em primeira instância, o direito de resposta, sempre que for solicitado por quem se sinta atingido por um artigo de opinião mais polémico ou "agressivo"."
 

Mário Bettencourt Resendes, no Diário de Notícias.



publicado por comunicaradireito às 09:51
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