"Há 20 anos havia apenas dois canais em Portugal, ambos geridos pelo Estado. A programação era determinada por funcionários públicos, que tinham em conta não só o que as pessoas queriam ver, mas também o que achavam que elas deviam ver. Era frequente a qualquer hora não haver programas que interessassem a muitas pessoas, mas por outro lado, porque só havia uma telenovela, quem gostava de telenovelas partilhava um conjunto de pontos comuns para discutir nos dias seguintes."
Ricardo Reis, no "i".